No final do décimo segundo ano de Yongli, os exércitos da dinastia Ming sofriam derrotas em todas as frentes. O vasto império fora quase totalmente perdido e todos os heróis das quatro direções haviam perecido. O país fragmentado parecia plumas levadas pelo vento, e os últimos sobreviventes já haviam chorado até esgotar suas lágrimas sob a poeira dos invasores... Nesse momento crítico para a sobrevivência da dinastia Han, o diretor de um museu particular desperta no corpo de Zhu Youlang, o último imperador da dinastia Ming. Diante de uma situação praticamente sem saída, restaria fugir e sobreviver à custa da dignidade, ou empunhar a espada imperial e lutar com todas as forças? Zhu Youlang deu sua resposta: onde quer que o sol e a lua alcancem, ali está o solo de Ming; ainda que todos se rendam, eu não me renderei! Vamos marchar contra os invasores; eu, o imperador, liderarei a ofensiva!
No décimo terceiro dia do último mês do décimo segundo ano do reinado Yongli da Grande Ming, na capital de Yunnan, Kunming.
O imperador Zhu Youlang, de trinta e cinco anos, trajava um traje imperial amarelo ocre com doze dragões bordados, sentado ereto no trono, o rosto exausto e abatido.
Apesar de se esforçar ao máximo para manter as aparências, qualquer um que olhasse perceberia que Sua Majestade estava à beira do colapso.
Os sóis e luas sobre os ombros da veste, as estrelas multicoloridas bordadas nas costas, pareciam pesar como enormes rochas sobre o soberano da Grande Ming, sufocando-lhe o peito.
No grande salão, os ministros discutiam acaloradamente, cada qual defendendo seu ponto de vista; já não havia o mínimo sinal da dignidade e ordem de um conselho imperial.
— Cof, cof...
Zhu Youlang não aguentou mais assistir àquela confusão e interrompeu a disputa dos ministros com uma tosse seca.
— E agora, senhores, o que pensam da situação?
O comandante dos Guardas de Brocado, Marquês Wen'an Ma Jixiang, foi o primeiro a sair da fila e aconselhou:
— Majestade, em minha opinião, devemos transferir a corte para o oeste de Yunnan, evitar o confronto direto e planejar nossos próximos passos.
A posição de Ma Jixiang era compartilhada pela maioria dos ministros naquele momento.
Agora, com o exército Qing em pleno avanço e Guizhou já perdido, Yunnan estava sem proteção; Kunming havia se tornado um alvo certo, e a queda da cidade era apenas uma questão de tempo.
Se não fugissem enquanto ainda havia tempo,