A tímida e desanimada Lúcia, ao concordar em ajudar a cuidar do filho dos vizinhos, jamais imaginou que o rapaz, dez anos mais novo que ela, fosse tão diferente do que esperava! Inteligente, astuto, mestre na arte da atuação, sabia ser fofo e charmoso como ninguém. Até que, obrigada pelas circunstâncias, ela acaba acompanhando o garoto em uma viagem no tempo, rumo ao passado, para tentar salvar os pais dele. No entanto... — Mana, acho que colocamos combustível demais... Passamos do ponto... Em vez de resgatarem alguém, acabam presos no passado! A história se complica, mas, por sorte, contam com a ajuda de um vizinho milionário, discreto e com certas questões psicológicas, além de um investidor excêntrico, que não consegue parar de atrapalhar. Assim, entre jogos de inteligência para vencer inimigos, confissões de sentimentos e, de quebra, ajudando amigos a encontrar o amor ou a recuperar fortunas, os irmãos vivem aventuras tão variadas que é difícil acreditar!
Ainda não consigo acreditar em tudo o que vejo agora. Depois de ter passado por uma dispensa forçada logo após ser homenageada, ter o sonho de casar com um milionário desfeito, suportar as críticas e ofensas de todos os internautas, achei que nada mais poderia abalar meu coração. Mas foi só quando me disseram que voltei ao passado que percebi: aquelas pulseiras de monitoramento cardíaco, aquele papo de patrícios que retornam do exterior... como pude ser tão ingênua a ponto de acreditar em tudo isso sem reservas? O mundo é mesmo surpreendente… Você pensa que já viveu todos os altos e baixos possíveis, mas nem imagina que a montanha-russa da vida está apenas começando a sair da estação...
“Tac, tac, tac~”
O som da batida na porta era leve, mas como meu sono era raso, acordei na hora.
“Irmãzinha Lu, você está acordada?” A voz do lado de fora soou hesitante, anunciando que minhas férias de verão tinham ido por água abaixo. Peguei um casaco às pressas, vesti por cima e, cambaleando, abri a porta.
O garoto do lado de fora era mais alto que eu; mesmo com os olhos semicerrados, dava para perceber a camiseta branca limpinha que ele usava.
“O que foi?” Esfreguei os olhos e me esforcei para empurrar uma frase pela garganta.
Sem jeito, ele coçou a cabeça e disse: “Então... irmãzinha Lu... Se quiser, pode falar comigo quando estiver mais acordada?”
Soltei um suspiro de alívio e ainda consegui responder: “Tá bom.” Fechei a porta, deixando do lado de fora um rosto perplexo.
Voltei finalmente para a cama, relembrando a conversa da noite an