A enfermeira moderna, Luó Yǐng, atravessou o tempo de maneira inesperada! Enquanto outros se encontravam transformados em princesas ou nobres, ela, ao contrário, tornou-se uma jovem camponesa sem amparo e sem afeto. Carregava consigo um irmãozinho, e para piorar, seu noivo também havia sido expulso de casa, assim como ela. Por fim, ambos, cada um com seus respectivos irmãos menores, decidiram, com coragem e determinação, instalar-se numa cabana de palha abandonada ao pé da montanha. Não havia razões para temer: ela era capaz de suportar dificuldades, ele era trabalhador e resiliente; juntos, formavam um par perfeito, e seus dias, pouco a pouco, tornaram-se cada vez mais prósperos. Com isso, os membros de sua família, egoístas e desprezíveis, vieram perturbá-los um a um. Mas ela não se intimidava; lidar com esses tipos era, para ela, uma verdadeira diversão...
— Por favor, não venda minha irmã, vovó, não venda minha irmã... — O pequeno menino, de pele escura e magro como um graveto, chorava com os olhos vermelhos, agarrando-se ao colo da velha senhora, puxando sua roupa com as mãos ásperas e secas, implorando com amargura.
— Essa praga come e bebe de graça na minha casa há anos, só aproveita e nunca faz nada, um inútil, um peso morto, eu cuspo! — resmungou a velha, empurrando o menino com força para o chão.
O menino chorava ainda mais alto, ignorando a dor, correu até a mãe: — Mamãe, não venda a irmã, por favor...
— Dona Liu, veja o estado dessa menina, devolva meu dinheiro, não queremos mais, que azar! — reclamou outra mulher.
— Ela já saiu da casa dos Liu, agora é de vocês, dinheiro não tem, fiquem com ela se quiserem! — retrucou a velha Liu com desprezo. Era ingenuidade esperar dinheiro dela.
— Olha aqui, combinamos três moedas de prata para que a menina fosse nossa nora, mas ela nem saiu da vila e já morreu, vocês têm que nos indenizar! — insistiu a mulher.
— Humpf! Nem uma menina vocês conseguem cuidar, e ainda querem que eu pague? Por que minha neta morreu, afinal? — A velha Liu se jogou no chão, chorando: — Minha pobre filha, que destino cruel...
Os moradores do vilarejo olhavam com desdém para o teatro da velha Liu. Todos sabiam que Ying e seu irmão, chamados de Ying e Pedra, não eram filhos legítimos da família Liu. Eram filhos de Lin Fang, esposa do filho mais velho dos Liu, que havia casado novamente trazendo crianças de outro casamento. Na casa dos Liu trabalhavam como escr