Nasci em um cemitério, trouxe desgraça à minha mãe, que morreu por minha causa, e assim que cheguei ao mundo fui levado pelos antigos feiticeiros da aldeia...
Segundo minha avó, minha mãe foi a primeira estudante de ensino médio da aldeia, mas acabou sendo expulsa no segundo ano, sob a acusação de manter relações indevidas com homens, além de já estar grávida de três meses. Naquela época, minha avó quase desmaiou ao ver a barriga da minha mãe e perguntou de quem era a criança. Minha mãe, confusa, dizia que nunca havia dormido com nenhum homem. Minha avó não acreditava, achando impossível engravidar sem um homem. Ela dizia que minha mãe era exigente, nunca olharia para os lavradores da aldeia, então o pai do bebê só podia ser alguém da escola, estudante ou funcionário. Com a expulsão, o futuro da minha mãe estava arruinado; era preciso encontrar aquele homem, nem que fosse para conseguir algum dinheiro, pois minha mãe não sobreviveria sem isso.
Ela fez um escândalo na escola e chegou a chamar a polícia, mas depois de mais de quatro meses de buscas, não encontrou o homem. Com a barriga cada vez maior, sem alternativas, minha avó pegou emprestado um triciclo para levar minha mãe ao hospital e tentar um aborto. Em casa, minha mãe concordou, mas assim que subiu no triciclo, começou a gritar de dor, agarrando a barriga. Minha avó achou que era fingimento para evitar o hospital e ignorou. Mas ao passar pelo antigo cemitério a leste da aldeia, minha mãe olhou fixamente para as sepulturas, chorando, e saltou do veículo.
O mais estranho é que o triciclo não era rápido e o banco não era alto, mas minha mãe morreu ali mesmo, ao lado do velho cemitério, com sangue escorrendo pela parte inferior do corpo. Minha avó ficou sem for