Erro de Vento e Lua

Erro de Vento e Lua

Autor: Bzz‑tum

A história principal já foi concluída, e os extras cairão de forma irregular. Shen Ningsyan era uma recém-entrante no casamento; no segundo dia depois da cerimônia, seguindo o costume, ela foi cumprimentar os presentes e servir chá. De longe, viu o marido recém-casado esperando no corredor e, num tom meloso, chamou: “Meu marido.” O homem que estava embaixo do sino do Pássaro Assustado se virou, e ela só percebeu então que aquele homem apenas se parecia com seu marido. O olhar profundo e solene do homem veio até ela. Shen Ningsyan se assustou, desviou o rosto e saiu correndo. Só na cerimônia do chá é que descobriu que era Ye Chen, o filho mais novo da velha senhora. Ela deveria chamá-lo de pequeno-tio. Com o rosto ruborizado, fez uma reverência desconfortável: “Prazer em conhecê-lo, pequeno-tio.” Depois de um bom tempo, uma voz monótona e seca soltou, de cima: “Hmm.” Shen pensou que aquilo já tinha ficado para trás. Em um banquete de primavera, ela foi empurrada por alguém sem perceber, torceu o tornozelo e, com a garganta trêmula de dor, chamou: “Marido!” Ao mesmo tempo, seu marido e o pequeno-tio do jantar olharam para ela. Só depois, Shen descobriu que o homem que a empurrou era o amigo de infância do marido, o tesouro do seu coração. Com o coração despedaçado, Ye Chen agarrou o queixo dela por trás e fez com que ela visse o casal entregue aos seus desejos dentro da sala: “Esse ‘marido’ que você chamou, afinal, deve ser quem?” Ye Nánróng, pressionado pelos mais velhos, foi obrigado a casar com uma mulher que não amava, e sempre guardou esse ressentimento no coração. Foi o pequeno-tio quem o consolou naquele momento: “Se você realmente não gosta desse casamento, eu posso arranjar algo para você.” Ye Nánrong respondeu naturalmente: “Obrigado, pequeno-tio, por me fazer esse favor.” Ele não imaginava que, mais tarde, se arrependiria. Também não sabia que todas as artimanhas do pequeno-tio tinham sido feitas justamente para, em última instância, realizar os seus próprios desejos. Cenário de mundo alternativo com protagonista feminina e mistura intensa de gêneros — prévia 1: “Domínio Exclusivo”. Na vida passada, Song Miao salvou Shen Xiangbai, que estava gravemente ferido, e se entregou a ele por inteiro. Porém, quando ele recuperou seu status nobre e orgulhoso, virou-se e aceitou casar com a princesa, deixando Song Miao ser reduzida a cinzas numa grande fogueira dentro do quarto de núpcias que ela mesma havia preparado. Quando abriu os olhos novamente, Song Miao levou mais uma vez Shen Xiangbai de volta para casa. Ela segurou seu rosto belo e desleixado entre as mãos e disse: “Eu vou curar suas feridas, sem falta.” Como isso era possível? Ela queria que ele nunca mais conseguisse se levantar, que perdesse tudo o que ele queria e não pudesse ir a lugar algum que não fosse ao lado dela. A notícia da morte do herdeiro da casa do duque espalhou-se. A princesa, com o coração em prantos, casou-se com outro. Song Miao achou que Shen Xiangbai sofreria. Mas ele, pálido, apenas fitou nela e murmurou: “Só você. Só tenho você.” Ela, diante de Shen Xiangbai, se divertia flertando com outros. Ele, com o rosto branco de sofrimento, sorriu de leve e disse: “Miao Miao já devia ter voltado para casa.” Por mais que ela fizesse, ele permanecia humilde e sofredor, até o dia em que ela decidiu partir e o abandonou de vez. Song Miao lhe deu vinho com ervas de enfeitiçamento e esperou o efeito do fármaco surgir, mas foi a própria Song Miao quem ficou cada vez mais tonta. Antes de desmaiar, viu Shen Xiangbai empurrar a cadeira de rodas e aproximar-se lentamente dela: “Miao Miao, por que vai embora? Por que olha para os outros? Não pode olhar só para mim?” Nos olhos dele havia uma obsessão de loucura doentia: “Como é que eu ainda tenho que te vigiar? O que fazer para que você fique para sempre ao meu lado?” “Eu vou pensar em um jeito, vou pensar em outro jeito…” —— Prévia 2: “Água de Desgraça Difícil de Conter” —— Na véspera de Su Li colocar a placa e atender clientes, o Pavilhão Fuxiang foi derrubado de uma vez pela Guarda de Brocado (Jinyiwei). Depois de vagar pelo mundo e se esconder para viver tranquilo na Vila Taoyuan, Su Li nunca conseguiu se livrar dos vícios aprendidos no Pavilhão Fuxiang: sempre que tinha tempo livre, adorava provocar e se divertir às custas do jovem médico da aldeia, de lábios vermelhos e dentes brancos. Mais tarde, quando esse médico foi a Pequim fazer o exame, Su Li soltou com amarga ternura: “Não se esqueça de mim.” Num abrir e fechar de olhos, já o tinha jogado para trás e corrido para outra diversão. Havia ficado outro: o pequeno assistente do distrito. Mais tarde, alguém lhe contou que o doutor Lu passara no topo da lista imperial e se tornara Tanhua Lang. Su Li ficou atônita: “Qual doutor Lu?” Naquela mesma noite, ela foi surpreendida à porta pelo próprio Tanhua Lang. O homem perguntou com riso frio: “Esqueceu? Quer que eu te ajude a lembrar?” Ela pensou: “Este é o mesmo livro-andado, que ficava vermelho e fugia descontrolado ao vê-la?” *Lu Qi, com pouco mais de vinte anos, jamais tinha visto uma mulher tão sem pudor. Ela o importunava todos os dias, perturbando-lhe o espírito. Ele acreditava que, ao sair da Vila Taoyuan, estaria livre; contudo, sempre que a noite chegava, os sonhos sensuais eram todos dela. E o culpado de suas noites sem sono já a havia esquecido por completo — não fazia a menor lógica.* Sinopse reservada em 2023.11.17

Erro de Vento e Lua

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Capítulo 1

Antes do amanhecer, na quarta vigília da noite, a residência da família Ye na Rua Guanqian estava intensamente iluminada, tão movimentada quanto o dia.

O pátio estava coberto de tapetes vermelhos. Sob os beirais sobrepostos, erguiam-se grandes lanternas vermelhas decoradas com o caractere da dupla felicidade em pó de ouro, enquanto um grupo de criadas corria em fila sob os corredores cobertos.

— Rápido, rápido, apressem-se todos!

A matrona do casamento, com grampos de ouro no cabelo preso e vestindo uma túnica de brocado de cetim vermelho-escuro bordada com lírios, esperava sob a varanda com o rosto radiante de alegria, inclinando-se para acenar para as criadas.

A luz das lanternas acima estendia-se até o final do corredor, iluminando suavemente o aposento festivo e suntuoso, decorado com seda vermelha.

A matrona apressava as criadas, empurrando-as levemente:

— Rápido, sejam ágeis!

Dentro do quarto, a jovem noiva já havia se levantado. Com o queixo ligeiramente abaixado e os cílios caídos, ela permanecia sentada em silêncio e com postura impecável na borda da cama. Seu perfil revelava uma pele radiante e suave como o jade mais fino.

Seus longos cabelos negros caíam rentes ao pescoço alvo como a neve, e a fina camisola de seda macia delineava suas curvas graciosas: estreita na cintura e voluptuosa nos contornos, assemelhando-se a um vaso de jade de gargalo estreito.

Sem que fosse necessário ver claramente o seu rosto, apenas aquela postura delicada e sedutora oculta sob a inocência juvenil já era o suficiente para fasc

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