O Continente Selvagem se divide em cinco partes, e a raça humana ocupa uma delas. Na fronteira oeste, há anos vem sofrendo repetidos ataques da raça alada e dos bárbaros... Uma luz negra inexplicável, um sistema imperfeito que aparece em seguida e uma alma perdida há muito tempo — que ondas ela levantará novamente aqui...?
Cidade das Nuvens Espirituais, Mansão do Dragão Ascendente.
Era um quarto modesto, composto apenas de uma pequena área de dormir e uma sala de estar separada por uma cortina, mas bem decorado. Sobre a cama, um jovem magro repousava, debilitado, com o corpo envolto em bandagens brancas, algumas tingidas de vermelho, sinalizando ferimentos graves.
Não se sabe quanto tempo passou até que o jovem finalmente murmurou, abrindo lentamente os olhos. Seus olhos escuros refletiam apenas fraqueza. Ao perceber um ruído, alguém levantou a cortina e entrou apressadamente, trazendo consigo um aroma suave. O jovem sentiu mãos familiares e delicadas segurando seu rosto.
“Duó, como está se sentindo?”
Ele girou os olhos, vendo acima de si uma borda de cama de madeira envolta em seda amarela. Uma face bela e ansiosa apareceu em seu campo de visão, destacando-se por olhos sedutores e suaves, com uma pedra de cristal violeta abaixo do olho direito, que agora o encarava com preocupação.
“Eu te disse para não ir ao Castelo do Dragão Antigo participar da disputa. Como poderia enfrentar aqueles adversários?” O tom era levemente repreensivo, mas transbordava de preocupação. O jovem ouviu as palavras da mulher e, lentamente, fechou os olhos, sem revelar o que pensava.
Ela acariciou sua testa com ternura. “Espere aqui, vou chamar as criadas para trocar seus curativos.”
Seguindo seu gesto, algumas criadas uniformizadas entraram e, com destreza, começaram a cuidar dos curativos do rapaz. No entanto, todas mostravam indiferença, até mesmo um certo desprezo. Ess