Ao atravessar o universo Marvel com o corpo de um super-homem, como sobreviver? Ser um super-herói que pode voar, desaparecer e fazer de tudo, com poderes quase infinitos? Ou esconder as próprias habilidades e viver como uma pessoa comum? Lynk já fez a sua escolha! Os super-heróis do Universo Marvel não só precisam trabalhar por conta própria, como também são submetidos a toda sorte de vigilância e têm de engolir o que sentem em silêncio — isso certamente não é o que Lynk quer. Ele se esconde entre pessoas comuns e vive uma vida tranquila.
Uma viatura policial seguia pela Quinta Avenida, em Manhattan, Nova Iorque. Link estava ao volante; para um policial em estágio, não era fácil ter a chance de dirigir. No banco do passageiro, estava seu instrutor, o detetive Rami Belon, que naquele dia vestia roupas civis.
Durante o ano de estágio, havia um dia em que o instrutor usava trajes civis e sentava-se em silêncio ao lado do estagiário, permitindo que este patrulhasse e lidasse sozinho com quaisquer ocorrências. Esse momento marcava, geralmente, o fim do período de estágio, quando muitos estagiários tropeçavam e se despediam da dura rotina policial que haviam levado por meses.
Link, porém, mostrava-se sereno. Conduzia a viatura pelas rotas que patrulhara nos meses anteriores, cumprindo sua ronda diária. A sorte parecia sorrir para ele: até então, não atendera a nenhum chamado e não encontrara infrações de trânsito.
Ao chegar a um cruzamento, o semáforo ficou vermelho. Link parou atrás de um Ford, digitando a placa do veículo no computador de bordo. A verificação aleatória de placas era comum, pois, nos Estados Unidos, muitos veículos não atendem aos padrões mínimos para circular. Além disso, foragidos e procurados normalmente dirigem carros; sorteios ao acaso já haviam provado sua eficácia.
Link se surpreendeu ao perceber que a placa não constava no banco de dados policial. Aquilo era incomum. Ainda assim, não acionou imediatamente sirene ou luzes, pois não havia onde parar. Esperou o sinal abrir e seguiu o carro à frente. Quando o trânsito rareou, ligou as luzes e a sirene.
Ao soar