A Espada Vem: Capítulo de Liu Xianyang

A Espada Vem: Capítulo de Liu Xianyang

Autor: Tigre Gordo

Liu Xianyang, nascido no Domínio Celestial de Li Zhu, cultivava os Sutras de Espada transmitidos por sua família ancestral, navegando contra a corrente do longo rio do tempo. Em seus sonhos, treinou espada por mais de dez anos, encontrou incontáveis gênios de talento nato e viu os Dez Grandes Mestres da Antiguidade subirem juntos ao Tribunal Celestial. Eu, Liu Xianyang, já contemplei a imponência de um imortal da espada, já testemunhei a altivez de um guerreiro e já vi o ardor dos letrados; ao despertar hoje, trouxe grande proveito dessa experiência.

A Espada Vem: Capítulo de Liu Xianyang

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Capítulo Um: Vendendo a Armadura

Meio-dia, na oficina do ferreiro.

À sombra das árvores.

Um jovem alto repousava na relva, com as mãos apoiadas atrás da cabeça e as pernas cruzadas despreocupadamente.

Trazia um talo de capim entre os dentes, que mascava de quando em quando, balançando a ponta do pé.

A luz do sol atravessava a copa das árvores, projetando manchas claras e escuras no chão, não tão intensas a ponto de ofuscar, mas mesmo assim faziam o jovem, acostumado ao trabalho na olaria, semicerrar os olhos.

Ele sorria de canto, talvez lembrando-se de algo engraçado.

No entanto, logo sua expressão se fechou e o pé parou de balançar.

Afinal, ultimamente, parecia que nada dava certo.

Por exemplo, havia pisado no excremento do cachorro de Laifu, o vizinho.

As velhas máximas repetidas pelos anciãos da vila nunca o convenceram.

Especialmente aquela de que “pisar em cocô de cachorro traz sorte”.

Agora, além de não acreditar, sentia até um certo desagrado por essa crença.

Afinal, ele, Liu Xianyang, sempre fora abençoado pela sorte; que relação teria sua boa fortuna com uma coisa dessas?

Só servira para sujar seus sapatos, obrigando-o a limpá-los por um bom tempo no muro da casa.

Talvez os últimos incidentes desagradáveis tivessem começado justamente depois desse episódio.

Suspirando, Liu Xianyang lembrou-se do adivinho que costumava montar sua barraca na rua.

Certa vez, ao sair da casa de Chen Ping’an, cruzara com ele, que dissera, com ar solene, que seu semblante era como fogo sobre óleo fervente, o que não era si

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