O mundo é como um tabuleiro de xadrez, e as pessoas são suas peças. No templo do poder, imperam o engano e a traição; nos confins do mundo, florescem amores e ódios, paixões e vinganças; nos mercados, desdobram-se alegrias, iras, tristezas e felicidades. Tudo não passa de peças que, movimentando-se pelo tabuleiro, entrelaçam-se e colidem, gerando fagulhas de luz. Durante o período de Zhaohong, corria entre o povo o rumor de que um príncipe pretendia espiar o trono dourado do palácio imperial. O imperador convocou os herdeiros de todos os príncipes para estudar na capital, quando, na verdade, os mantinha como reféns. Xu Buling, sendo herdeiro do Príncipe Su, sob os olhos atentos do soberano, deveria conduzir-se com cautela, escondendo suas habilidades e manchando sua própria reputação. Porém, o resultado foi... Multidão: "O Príncipe Xu possui virtudes e talentos incomparáveis, é verdadeiramente aquele que, em silêncio, surpreende o mundo com sua ascensão repentina." Xu Buling: "Não sou isso, parem com essas fantasias." Multidão: "O Príncipe Xu não erra em seus cálculos, tem o dom de pacificar o mundo." Xu Buling: "Não tenho, calem-se." Multidão: "O Príncipe Xu domina tanto as letras quanto as armas, é ministro capaz em tempos de paz, herói em eras de caos..." Xu Buling: "Vocês estão de brincadeira..." ———— PS: Qualidade garantida pelo autor, atualizações intensas — se puder abater, abata sem hesitação! Grupo de conversas e descontração: 940890538
“Hoje, vou lhes contar sobre o herdeiro do príncipe Su, Xu Buling, que oprime homens e agride mulheres, forçando inocentes ao casamento…”
No solstício de inverno do décimo ano da era Zhaohong da Grande Yue, uma tênue neve caiu sobre Chang’an. Próximo à torre de esquina do bairro, tavernas e casas de jogo se alinhavam uma após a outra; rufiões e vadios cercavam uma banca de chá, aquecendo os pés junto a braseros.
O contador de histórias, eloquente como uma cascata de pérolas, narrava um caso inusitado ocorrido nas fronteiras:
“Na última vez, falamos do filho primogênito legítimo do príncipe Su, Xu Buling, que, montado em seu corcel e armado com uma lança, adentrou sozinho os confins do norte, retornando ileso após decapitar mais de uma centena de inimigos. Os generais da guarda de fronteira passaram a chamá-lo de ‘Pequeno Yanluo’. Adivinhem, quantos anos tinha o jovem herdeiro naquela ocasião?”
“Assuntos de nobres, como poderiam pobres como nós saber...”
“Conte, conte logo...”
Os ouvintes, ansiosos, instigavam o narrador, evidentemente aguardando o cerne escandaloso da história.
O contador de histórias fez mistério antes de declarar, radiante:
“No dia em que Xu Buling retornou sozinho, trazendo a cabeça do comandante inimigo, acabara de completar dezesseis anos!”
“Dezesseis anos?!”
“Impossível!”
Um alvoroço se instaurou entre os presentes, todos incrédulos.
Em pleno inverno, abanando-se com um leque, o contador prosseguiu com desdém:
“O feito abalou a corte; até o augusto imperador foi informado