Neste mundo, há muito tempo circula uma lenda assim: chegará o dia em que o Rei Demônio descerá a esta terra, e sob seu comando estarão sete temíveis senhores demoníacos, que trarão a este mundo as trevas do desespero absoluto.
— Alô, Yafei, o que houve?
— Nada, apenas senti saudades, minha querida Lili.
— Mas por que está tão barulho aí?
— Estou num bar.
— Ah, que inveja, vida despojada.
— Ei, nem tanto, mas diga, tão tarde e ainda acordada?
— Se tivesse dormido, como atenderia sua ligação?
— Hã, mentirosa, o que está fazendo?
— Correndo atrás de relatórios, preciso entregar amanhã.
— Tsk tsk, trabalhando até essa hora, você não liga para sua pele, não?
— Pele boa serve de almoço? Paga aluguel? Além disso, não tenho a sorte que você tem, família com conexões para entrar no banco.
— Chega, chega, você sabe como é minha família, padrão de classe operária, não venha com essas ironias. Eles acham que ao conseguir me colocar no banco, podem dizer a todos que a filha agora tem o “prato de ferro” do Estado, e que minha vida é ótima. Mas na verdade sou só uma atendente de balcão, sorrindo o dia inteiro, com uma porção de metas mensais, muito trabalho, poucos benefícios, qualquer um pode me pisar, sinto-me quase esmagada feito uma lichia.
— A vida não é assim mesmo?
— Não quero viver assim. Acabamos de nos formar, se continuar desse jeito, depois de arranjar um homem, ter um filho, a vida vai passar caoticamente, e a juventude da mulher dura tão pouco, sinto-me lesada.
— Você terminou com Zhao Yang?
— Terminei, faz tempo, logo após a formatura. A família dele pediu que voltasse à terra natal, e queria que eu fosse junto. Para quê? Se pelo menos fosse ser senhora de uma grande casa, mas não, a família é rural, eu, Sun Yafei, vou