Quando Luo Rui despertou, encontrava-se em uma pequena pensão; azar o seu, pois sobre a cama repousava ainda uma jovem senhorita. “Senhor policial, eu juro que não fiz nada!” “Continue, estou ouvindo...” Era o ano de 2006, ele acabara de renascer, trazia um bracelete de prata no pulso, e esperava, ansioso, por respostas! Como jovem de espírito íntegro, Luo Rui decidiu varrer o mal e a corrupção, conduzindo os policiais por todas as ruas e becos da cidade, enfrentando estabelecimentos ilegais, aventurando-se audazmente pela “Ilha da Morte”... Você me pergunta por que conheço tão bem esses lugares? Não diga bobagens, eu não sou, eu não fiz nada... Uma garota, com um gato negro nos braços, jaz morta em seu quarto... Um caso de sequestro em série: os criminosos exigem resgate em duas frentes, cem mil e um milhão; em qual lado os sequestradores aparecerão para receber o dinheiro?... O mal é um abismo sem fim, e Luo Rui decidiu lançar-se nele! “Jamais sorria diante de um criminoso!” “Não. Eu sorrirei, ao conduzi-los ao inferno!”
— Nome?
— Luo Rui.
— Idade?
— Dezoito anos.
— Profissão?
— Não, senhor policial, eu juro que não fiz nada disso!
O policial que tomava o depoimento cruzou as pernas, apoiou o bloco de anotações no joelho e lançou-lhe um olhar enviesado.
— Continue, estou ouvindo.
Luo Rui sentiu-se desalentado; era realmente uma situação difícil de explicar... Como poderia contar à polícia que havia renascido? Todos os que renascem sabem: jamais se deve revelar tal coisa.
Dez minutos antes, Luo Rui fora despertado por batidas insistentes à porta. Imaginara-se em sua própria cama, mas ao abrir os olhos, viu-se num pequeno hotel, vestido apenas com uma surrada cueca!
Para piorar, ao seu lado jazia uma jovem.
Não apenas a conhecia, como era íntimo dela! Chamava-se Mo Wanqiu — mas isso era de sua vida passada. Neste ponto de inflexão, ele a conhecia, mas ela a ele, não.
— Confesse e terá benevolência; resista e será punido severamente! Seja sincero, não me faça perder tempo! — O policial descruzou as pernas e fitou-o com seriedade.
— Hum... Deixe-me pensar... Certo, hoje à noite, eu passava pela rua dos bares quando essa moça surgiu do nada, implorando que a ajudasse a encontrar um lugar para dormir. Não ria, senhor, é a mais pura verdade! Não estou inventando nada!
— Imagine o senhor, um estudante recém-formado do ensino médio, jamais vivi algo assim! Mas vendo a moça desacordada, não pude abandoná-la, então a levei até esse hotelzinho aqui perto. Minha intenção era deixá-la e ir embora...
— E então ela vomi