“Música, cinema, pintura, caligrafia, escultura, literatura...” “Você entende de tudo isso?” “Tenho algum conhecimento.” “Quer dizer que sabe um pouco de cada coisa?” “Sim, sabe um pouquinho de tudo.” Munido de um sistema, conquista o mundo através da arte, tornando-se o rei sem coroa diante de quem todas as pessoas, de todos os meios, se prostram em reverência.
Nove horas da noite.
Academia de Artes de Qinzhou.
Ele estava deitado na relva ao lado do campo da escola, com as mãos cruzadas atrás da cabeça, contemplando as estrelas—
O céu estrelado acima parecia idêntico ao da Terra, mas mesmo não conseguindo localizar a Estrela Polar, ele sabia que ali não era o planeta natal, mas sim um mundo paralelo chamado Estrela Azul.
“Lin Yuan, do segundo ano do curso de Composição da Academia de Artes de Qinzhou.”
Esse era o seu novo nome, após a travessia.
Havia herdado tudo do antigo proprietário do corpo, mas não se recordava de quem fora em sua vida anterior, tampouco do motivo de sua travessia. Apenas lhe vinha à mente a vaga impressão de ter sido pintor.
Por isso, poderia se considerar, sem maiores dúvidas,
“Lin Yuan.”
Vagueou pela memória do original.
Sem surpresa, Lin Yuan descobriu que a trajetória histórica daquele mundo diferia profundamente da Terra que conhecera. Desde a dinastia Qin, a história trilhara um caminho bifurcado: Fusu sucedera Qin Shi Huang, guiando os cavaleiros da dinastia Qin à conquista dos oito cantos do mundo, e com suas manobras, o Oriente tornou-se senhor do planeta, até ser suplantado, cem anos atrás, por um império ainda mais poderoso—o país de Xia.
Unificação global.
O mundo dividia-se em oito continentes. Lin Yuan habitava Qinzhou.
Nesse planeta que dissera adeus à guerra, a arte tornara-se o ideal comum da humanidade; ali, a cultura permeava o cotidiano com intensidade singular, e todos os campos artísticos—cinema, música, p